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Quarta-feira, Agosto 20, 2008
Deus nunca erra! Há muito tempo, num reino distante, havia um rei que não acreditava nos desígnios e na bondade de DEUS. Tinha, porém, um súbdito que sempre lhe lembrava dessa verdade. - Meu rei, não desanime... Tudo que DEUS faz é perfeito. ELE nunca erra. Um dia, o rei saiu para caçar, juntamente com seu súbdito, e uma fera da floresta o atacou. O súdito conseguiu matar o animal, porém, não evitou que sua majestade perdesse o dedo mínimo da mão direita. O rei, furioso pelo que havia acontecido, e sem mostrar agradecimento por ter sua vida salva pelos esforços de seu servo, perguntou a este: - E agora, o que você me diz ? DEUS é bom ? Se DEUS fosse bom eu não teria sido atacado e não teria perdido o meu dedo. - Meu rei, apesar de todas essas coisas, somente posso dizer-lhe que DEUS é bom, e que mesmo isso, perder um dedo, é para o seu bem. Tudo que DEUS faz é perfeito. ELE nunca erra. O rei, indignado com a resposta do súbdito, mandou que o mesmo fosse preso na cela mais escura e fedida do calabouço. Após algum tempo, o rei saiu novamente para caçar e aconteceu dele ser atacado, desta vez por uma tribo de índios que vivia na selva. Esses índios eram temidos por todos, pois sabia-se que faziam sacrifícios humanos, para seus deuses. Mal prenderam o rei, passaram a preparar o ritual do sacrifício. Quando já estava tudo pronto, e o rei já estava diante do altar, o sacerdote indígena, ao examinar a vítima, observou furioso: - Este homem não pode ser sacrificado, é defeituoso !!! Falta-lhe um dedo !!! E o rei foi libertado. Ao voltar para o palácio,muito alegre e aliviado, mandou libertar seu súbdito e pediu que o mesmo viesse em sua presença. Ao ver o servo, abraçou-o afetuosamente dizendo-lhe: - Meu caro, DEUS foi realmente bom comigo. Você já deve estar sabendo que escapei da morte justamente porque não tinha um dos dedos. Mas ainda tenho em meu coração uma grande dúvida: » Se DEUS é tão bom, porque permitiu que você fosse preso da maneira como foi ? Logo você, que tanto o defendeu? - Meu rei, se eu estivesse junto contigo nessa caçada, certamente seria sacrificado em teu lugar, pois não me falta dedo algum. Portanto lembre-se sempre: tudo que DEUS faz é perfeito. Ele nunca erra. "Nunca diga a DEUS que você tem um grande problema, mas diga ao problema que você tem um grande DEUS ". "Que o Senhor te abençoe e te guarde. Sobre ti levante Seu rosto e te dê a paz!" por stela * 10:17 AM
Segunda-feira, Agosto 18, 2008
Oração para o novo dia!... Moacir Sader Neste dia que está nascendo, Eu vou ser feliz, Tornarei a minha família mais feliz, Levarei a felicidade aos meus amigos, Proporcionarei alegria a todos que encontrar, Permitirei um semblante mais leve, Controlando a tensão, sorrindo mais. Neste dia singular de minha existência, Eu vou ser feliz, Amarei mais e incondicionalmente a todos, Verei em cada ser, meu semelhante, meu irmão, Terei mais paciência, Estarei pronto para estender a mão fraternalmente. Neste dia particular de minha vida, Eu vou ser feliz, Amarei os animais, Criaturas especiais de Deus, Com mais respeito e mais admiração. Neste dia de Sol cósmico, De luz energética, Eu vou ser feliz, Amarei a natureza ainda mais, Por seu esplendor, por sua harmonia divina, Sorrirei para as belezas naturais, A natureza toda sorri para mim há muito tempo. Nesta manhã iluminada E durante todo o dia, Eu vou ser feliz, Pois somos filhos de Deus, Ele nos criou para amar as pessoas, os animais e a natureza E para sermos felizes, Deu-nos de presente este novo dia, Todo o universo E um coração para sentir e viver o amor plenamente. por stela * 11:19 PM
Quinta-feira, Agosto 14, 2008
O Porteiro do Puteiro!... Baseado em uma história real Não havia no povoado pior ofício do que ‘porteiro do puteiro’. Mas que outra coisa poderia fazer aquele homem? O fato é que nunca tinha aprendido a ler nem escrever, não tinha nenhuma outra atividade ou ofício. Um dia, entrou como gerente do puteiro um jovem cheio de idéias, criativo e empreendedor, que decidiu modernizar o estabelecimento. Fez mudanças e chamou os funcionários para as novas instruções. Ao porteiro disse: - A partir de hoje, o Senhor, além de ficar na portaria, vai preparar um relatório semanal onde registrará a quantidade de pessoas que entram e seus comentários e reclamações sobre os serviços. - Eu adoraria fazer isso, Senhor - balbuciou - mas eu não sei ler nem escrever! - Ah! Quanto eu sinto! Mas se é assim, já não poderá seguir trabalhando aqui. - Mas Senhor, não pode me despedir, eu trabalhei nisto a minha vida inteira, não sei fazer outra coisa. - Olhe, eu compreendo, mas não posso fazer nada pelo Senhor. Vamos dar-lhe uma boa indenização e espero que encontre algo que fazer. Eu sinto muito e que tenha sorte. Sem mais nem menos, deu meia volta e foi embora. O porteiro sentiu como se o mundo desmoronasse. Que fazer? Lembrou que no prostíbulo, quando quebrava alguma cadeira ou mesa, ele a arrumava, com cuidado e carinho. Pensou que esta poderia ser uma boa ocupação até conseguir um emprego. Mas só contava com alguns pregos enferrujados e um alicate mal conservado. Usaria o dinheiro da indenização para comprar uma caixa de ferramentas completa. Como o povoado não tinha casa de ferragens, deveria viajar dois dias em uma mula para ir ao povoado mais próximo para realizar a compra. E assim o fez. No seu regresso, um vizinho bateu à sua porta: - Venho perguntar se você tem um martelo para me emprestar. - Sim, acabo de comprá-lo, mas eu preciso dele para trabalhar … já que…. - Bom, mas eu o devolverei amanhã bem cedo. - Se é assim, está bom. Na manhã seguinte, como havia prometido, o vizinho bateu à porta e disse: - Olha, eu ainda preciso do martelo. Porque você não o vende para mim? - Não, eu preciso dele para trabalhar e além do mais, a casa de ferragens mais próxima está a dois dias mula de viagem. - Façamos um trato - disse o vizinho. Eu pagarei os dias de ida e volta mais o preço do martelo, já que você está sem trabalho no momento. Que lhe parece? Realmente, isto lhe daria trabalho por mais dois dias…aceitou. Voltou a montar na sua mula e viajou. No seu regresso, outro vizinho o esperava na porta de sua casa. - Olá, vizinho. Você vendeu um martelo a nosso amigo. Eu necessito de algumas ferramentas, estou disposto a pagar-lhe seus dias de viagem, mais um pequeno lucro para que você as compre para mim, pois não disponho de tempo para viajar para fazer compras. Que lhe parece? O ex-porteiro abriu sua caixa de ferramentas e seu vizinho escolheu um alicate, uma chave de fenda, um martelo e uma talhadeira. Pagou e foi embora. E nosso amigo guardou as palavras que escutara: ‘não disponho de tempo para viajar para fazer compras’. Se isto fosse certo, muita gente poderia necessitar que ele viajasse para trazer as ferramentas. Na viagem seguinte, arriscou um pouco mais de dinheiro trazendo mais ferramentas do que as que havia vendido. De fato, poderia economizar algum tempo em viagens. A notícia começou a se espalhar pelo povoado e muitos, querendo economizar a viajem, faziam encomendas. Agora, como vendedor de ferramentas, uma vez por semana viajava e trazia o que precisavam seus clientes. Com o tempo, alugou um galpão para estocar as ferramentas e alguns meses depois, comprou uma vitrine e um balcão e transformou o galpão na primeira loja de ferragens do povoado. Todos estavam contentes e compravam dele. Já não viajava, os fabricantes lhe enviavam seus pedidos. Ele era um bom cliente. Com o tempo, as pessoas dos povoados vizinhos preferiam comprar na sua loja de ferragens, do que gastar dias em viagens. Um dia ele lembrou de um amigo seu que era torneiro e ferreiro e pensou que este poderia fabricar as cabeças dos martelos. E logo, por que não, as chaves de fendas, os alicates, as talhadeiras, etc.. E após foram os pregos e os parafusos… Em poucos anos, nosso amigo se transformou, com seu trabalho, em um rico e próspero fabricante de ferramentas. Um dia decidiu doar uma escola ao povoado. Nela, além de ler e escrever, as crianças aprenderiam algum ofício. No dia da inauguração da escola, o prefeito lhe entregou as chaves da cidade, o abraçou e lhe disse: -É com grande orgulho e gratidão que lhe pedimos que nos conceda a honra de colocar a sua assinatura na primeira página do Livro de atas desta nova escola. - A honra seria minha - disse o homem. Seria a coisa que mais me daria prazer, assinar o Livro, mas eu não sei ler nem escrever, sou analfabeto. -O Senhor?!?! - disse o prefeito sem acreditar. O Senhor construiu um império industrial sem saber ler nem escrever? Estou abismado. Eu pergunto: - O que teria sido do Senhor se soubesse ler e escrever? - Isso eu posso responder - disse o homem com calma. Se eu soubesse ler e escrever… ainda seria o PORTEIRO DO PUTEIRO!!! Geralmente as mudanças são vistas como adversidades. As adversidades podem ser bênçãos. As crises estão cheias de oportunidades. Se alguém lhe bloquear a porta, não gaste energia com o confronto, procure as janelas. Lembre-se da sabedoria da água: ‘A água nunca discute com seus obstáculos, mas os contorna.’ Que a sua vida seja cheia de vitórias, não importa se são grandes ou pequenas, o importante é comemorar cada uma delas´ ‘Não há comparações entre o que se perde por fracassar e o que se perde por não tentar. por stela * 11:45 PM A arte de encantar!... Andréia Guedes Quantos de nós compramos em algum lugar porque o atendimento nos encantou de tal forma que fez surgir a necessidade de levar algo de lá, mesmo que não estivesse na lista de prioridades? Também temos histórias completamente opostas, quando precisamos muito de algo, mas depois de um atendimento péssimo simplesmente viramos as costas e nos negamos a continuar ali. Na correria do nosso dia-a-dia, cruzamos com pessoas de diversos perfis, humores e personalidades e muitas vezes, devido à pressa, mal lembramos de desejar bom dia a alguém, mas reparem se quando alguém que cruza seu caminho é encantador, mesmo que seja ao dizer um simples bom dia, como diminuímos os passos e nos cobramos em retribuir o mesmo sorriso e simpatia que recebemos? A maneira como lidamos com as pessoas é o que irá nos diferenciar dentre a multidão, é o que irá fazer com que sejamos lembrados, elogiados e também admirados. Encantar as pessoas não é agir de forma mecânica, é simplesmente exteriorizar o prazer do seu dia, da sua vida, do seu trabalho. Lide com as pessoas de forma amável, deixe os aborrecimentos para trás, pois você pode perder a chance de ter um momento de muita alegria ou mesmo de conhecer alguém que pode mudar sua vida, na área profissional ou até pessoal, por não dar espaço para as pessoas se aproximarem. Independente da sua área de atuação, o relacionamento humano é um fato que fará parte da sua vida sempre, em qualquer momento, seja com pessoas do trabalho, seja com fornecedores, ou clientes. Ninguém vive sozinho, nenhuma área de nenhuma empresa funciona sozinha, são elos que formam a corrente, logo, quanto mais fácil o relacionamento, mais difícil será para esta corrente arrebentar. Interagir com as pessoas traz aprendizado, amadurecimento. Cada pessoa que cruza o nosso caminho tem algo a ensinar, mesmo que seja por mostrar o que nunca devemos fazer ou ser. Encantar as pessoas que fazem parte do seu dia-a-dia não só é bom para destacar-lhe como profissional, mas também é muito bom para o seu lado humano, é prazeroso ser amável. Fazer com que as pessoas lembrem-se de você por quanto você foi simpático, bem humorado e atencioso é um ponto a seu favor, que mais cedo ou mais tarde lhe trará recompensas. O ser humano é extremista, ou seja, memoriza o muito bom ou o muito ruim, os medianos passam desapercebidos e são esquecidos depois de poucos segundos, então esforce-se para ser lembrado, fixe-se na memória das pessoas, mas marque por seus pontos positivos, por suas qualidades, por fazer bem e com amor, nunca por ser ruim. Invista em melhorar sua comunicação, tire pensamentos ruins e memórias que o chateiam, comece seu dia considerando as coisas que tem de bom e tentando deixar de lado o que lhe desagrada. Desligue sua chave de negativismo e deixe ligada a chave do otimismo, pois assim as chances de ter um bom dia são infinitamente maiores. Deixe sua marca registrada na mente e no coração das pessoas, ouça-as, dedique-se ao momento, seja educado, dê atenção, mesmo que seja para dizer da impossibilidade de ser atencioso naquele momento. Demonstre interesse ao que a pessoa está falando, olhe nos olhos quando ela fala, tenha o cuidado de lembrar-se do nome dela e citá-lo algumas vezes durante a conversa. Comemore os sucessos junto com os seus colegas e levante a auto-estima daqueles que um dia fracassarem. Dê 5 minutos de forma intensa e respeitosa, pois será muito melhor e valoroso do que 10 minutos mal dados. Faça com que as pessoas se sintam felizes por terem conhecido você, faça com que se sintam atendidas, mesmo que não tenham seus problemas resolvidos, pois a sensação de ser importante é muitas vezes tão compensadora quanto a solução do problema. por stela * 12:35 AM
Sábado, Agosto 09, 2008
A vida passa!... Antônio Mesquita Galvão Se pudéssemos ter consciência de quanto nossa vida é passageira, talvez pensássemos duas vezes antes de jogar fora as oportunidades de felicidade. Para nós e para os outros. No jardim, algumas flores são colhidas cedo demais. Algumas mesmo em botões. Há sementes que nunca brotam, assim como há flores que vivem a vida inteira até que, pétala por pétala, tranqüilas, vividas, se entregam ao vento. Muitos de nós, cegos pela pressa, pela busca de duvidosos status e pelos tantos “compromissos” não sabem adivinhar a duração da beleza de todas as flores que foram plantadas em nosso redor. E cuidamos mal. Descuidamos de nós e dos outros. Vivemos tristes e preocupados com coisas pequenas. Nos afligimos demais com horários e perdemos tempo, jogamos fora horas e minutos preciosos. Perdemos dia, às vezes anos, quando não a vida toda. Na maioria das vezes, calamos quando deveríamos falar; falamos demais quando é hora de contemplar o silêncio. Deixamos de dar o beijo, o abraço ou o aperto de mão que tanto nossa alma pede, porque algum orgulho bobo ou um preconceito inócuo impede essa aproximação. Não confessamos amar uma pessoa do mesmo sexo porque “pode pegar mal”. Não declaramos nosso afeto porque imaginamos que o outro conhece nossos sentimentos. Assim corre o tempo, passa a vida e nós continuamos os mesmos, fechados em nós, circunspectos, arrogantes, embrutecidos. Reclamamos aquilo que nos falta e deixamos de reconhecer e agradecer tudo o que possuímos, sempre achando que temos de menos. De outro lado, compramos, gastamos, consumimos e esbanjamos, sempre comparando nossa vida com a daqueles que julgamos serem mais felizes que nós. E se nos comparássemos com aqueles que têm menos? Nesses pensamentos pequenos a vida passa. O tempo passa. Passamos pela vida em geral esquecidos de viver. Apenas sobrevivemos. E justamente porque não sabemos fazer coisa melhor... Não aprendemos a tirar da vida o que ela tem de melhor. Um dia, inesperadamente, acordamos, olhamos para trás e constatamos a inutilidade de tudo quanto se fez nesta vida. E perguntamos: E agora? Pode ser tarde demais. Hoje ainda se pode, quem sabe, reconstruir alguma coisa, dar um abraço, perdoar, pedir perdão, agradecer, dizer “eu te amo”. O ser humano nunca é velho ou jovem demais para amar e ser amado, e assim encontrar um sentido para sua existência. O coração do afeto não tem idade. Não vamos perder tempo olhando para trás. Vamos viver hoje, curtindo o presente com olhos fitos no amanhã. Ainda há tempo de apreciar as flores, colocar os pés no riacho, assistir um pôr-do-sol. Há tempo para nos voltarmos para Deus e para os outros. A vida, ainda que passageira, está em nós. É preciso viver bem pois, só se vive uma vez. Pior que perder a vida diante da morte é desaproveitá-la no decorrer da existência. por stela * 10:31 PM
Quinta-feira, Julho 31, 2008
Que Deus não permita!... Chico Xavier Que Deus não permita que eu perca o ROMANTISMO, mesmo eu sabendo que as rosas não falam. Que eu não perca o OTIMISMO, mesmo sabendo que o futuro que nos espera não é assim tão alegre. Que eu não perca a vontade de VIVER, mesmo sabendo que a vida é, em muitos momentos, dolorosa... Que eu não perca a vontade de ter grandes AMIGOS, mesmo sabendo que, com as voltas do mundo, eles acabam indo embora de nossas vidas... Que eu não perca a vontade de AJUDAR as pessoas, mesmo sabendo que muitas delas são incapazes de ver, reconhecer e retribuir esta ajuda. Que eu não perca o EQUILÍBRIO, mesmo sabendo que inúmeras forças querem que eu caia. Que eu não perca a VONTADE de amar, mesmo sabendo que a pessoa que eu mais amo, pode não sentir o mesmo sentimento por mim... Que eu não perca a LUZ e o BRILHO no olhar, mesmo sabendo que muitas coisas que verei no mundo, escurecerão meus olhos... Que eu não perca a GARRA, mesmo sabendo que a derrota e a perda são dois adversários extremamente perigosos. Que eu não perca a RAZÃO, mesmo sabendo que as tentações da vida são inúmeras e deliciosas. Que eu não perca o sentimento de JUSTIÇA, mesmo sabendo que o prejudicado possa ser eu. Que eu não perca o meu forte ABRAÇO, mesmo sabendo que um dia meus braços estarão fracos... Que eu não perca a BELEZA e a ALEGRIA de ver, mesmo sabendo que muitas lágrimas brotarão dos meus olhos e escorrerão por minha alma... Que eu não perca o AMOR por minha família, mesmo sabendo que ela muitas vezes me exigiria esforços incríveis para manter a sua harmonia. Que eu não perca a vontade de doar este enorme AMOR que existe em meu coração, mesmo sabendo que muitas vezes ele será submetido e até rejeitado. Que eu não perca a vontade de ser GRANDE, mesmo sabendo que o mundo é pequeno... E acima de tudo... Que eu jamais me esqueça que Deus me ama infinitamente, que um pequeno grão de alegria e esperança dentro de cada um é capaz de mudar e transformar qualquer coisa, pois.... a vida é construída nos sonhos e concretizada no amor! por stela * 9:30 PM
Segunda-feira, Julho 21, 2008
Estamos com fome de amor... Arnaldo Jabor Uma vez Renato Russo disse com uma sabedoria ímpar: "Digam o que disserem, o mal do século é a solidão". Pretensiosamente digo que assino embaixo sem dúvida alguma. Parem pra notar, os sinais estão batendo em nossa cara todos os dias. Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas. E saem sozinhas. Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos. Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos "personal dance", incrível. E não é só sexo não, se fosse, era resolvido fácil, alguém duvida? Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormir abraçados, sabe, essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega. Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção. Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a "sentir", só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós. Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos Orkut, o número que comunidades como: "Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!" até a desesperançada "Nasci pra ser sozinho!". Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis. Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa. Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, démodé, brega. Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí? Seja ridículo, não seja frustrado, "pague mico", saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta. Mais (estou muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois. Quem disse que ser adulto é ser ranzinza? Um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele. Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: "vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida". Antes idiota que infeliz! por stela * 9:34 PM
Sábado, Julho 12, 2008
Pedaços... Paulo Roberto Gaefke Um pedaço de mim reclama tempo para viver, outro assume a responsabilidade e quer apenas trabalhar. Um pedaço de mim quer viver um grande amor, e entrega-se sem medidas, o outro tem medo, já sofreu decepções e por ele, nunca mais me apaixonaria. Um pedaço de mim é brincalhão e vive rindo, outro é triste, tem momentos de puro isolamento. Um pedaço de mim quer vencer, é pura euforia, outro quer apenas viver, deixar a vida me levar... Um pedaço de mim sofre com a dor dos outros, outro quer que eu cuide apenas das minhas dores, que não são poucas, já que vivo em conflito, entre o que eu sou e o que eu gostaria de ser, entre o que tenho e aquilo que gostaria de ter, e, se um pedaço de mim sente-se satisfeito, o outro grita por novidades, por consumo,por gente, por beijos e amores inconstantes. Nesse turbilhão, acordo todos os dias, tentando unir esses dois lados que coexistem em mim, e que por mais diferentes que sejam, ainda assim, só querem mesmo,o melhor para mim. Hoje eu junto o ser e o querer, o que fui e o que desejo ser, para cumprimentar a vida, abraçar meus sonhos e pedir passagem simplesmente para ser feliz. por stela * 9:36 PM
Terça-feira, Julho 08, 2008
Palavra de vida... Chiara Lubich Você já sentiu alguma vez uma sede de infinito? Já sentiu alguma vez em seu coração o desejo ardente de abraçar a imensidão? Ou, então: já percebeu alguma vez em seu íntimo a insatisfação por aquilo que faz, pelo que você é? Se assim for, ficará feliz por encontrar uma fórmula que lhe dê a plenitude com que tanto você sonha: algo que não deixe remorsos pelos dias que se vão semivazios... Há uma frase no Evangelho que faz pensar e que, se entendida nem que seja um pouco, faz vibrar de alegria. Nela está condensado o que devemos fazer na vida. Ela resume cada lei que Deus imprimiu no fundo do coração de cada homem. Ouça esta frase: “Tudo, portanto, quanto desejais que os outros vos façam, fazei-o, vós também, a eles. Isto é a Lei e os Profetas.” Ela se chama “regra de ouro”. Foi Cristo quem a trouxe, mas já era universalmente conhecida. O Antigo Testamento a trazia. Sêneca a conhecia, e o chinês Confúcio, no Oriente, a repetia. E outros ainda. Isso mostra o quanto ela importa a Deus: ele quer que todos os homens façam dela a norma de suas vidas. É linda de ler e ecoa como um slogan. Ouça-a novamente: “Tudo, portanto, quanto desejais que os outros vos façam, fazei-o, vós também, a eles. Isto é a Lei e os Profetas.” Amemos assim cada próximo que encontramos no correr do dia. Imaginemos estar na sua situação e tratemo-lo como gostaríamos de ser tratados em seu lugar. A voz de Deus que mora dentro de nós haverá de nos sugerir a expressão de amor adequada a cada circunstância. Ele está com fome? Estou com fome eu – pensemos. E demos a ele de comer. Sofre injustiça? Sou eu que a sofro! Está nas trevas e na dúvida? Sou eu que estou. E lhe digamos palavras de conforto, e dividamos com ele suas angústias, e não sosseguemos enquanto ele não se sentir iluminado e aliviado. Nós quereríamos ser tratados assim. É alguém com deficiência física? Quero amá-lo até quase sentir em meu corpo e em meu coração a sua deficiência, e o amor haverá de me sugerir o recurso certo para fazer que se sinta igual aos outros, aliás, com uma graça a mais, pois nós cristãos sabemos o valor do sofrimento. E assim com todos, sem discriminação alguma entre simpático e antipático, entre jovem e ancião, entre amigo e inimigo, entre compatriota e estrangeiro, entre bonito e feio... O Evangelho quer realmente dizer todos. Tenho a impressão de ouvir um murmúrio geral... Compreendo... Talvez essas minhas palavras pareçam simples, mas quanta mudança elas exigem! Quão longe estão do nosso modo costumeiro de pensar e de agir! Mas, coragem! Tentemos. Um dia passado assim vale uma vida. E, à noite, não nos reconheceremos mais a nós mesmos. Uma alegria jamais sentida nos invadirá. Uma força se apoderará de nós. Deus estará conosco, porque está com aqueles que amam. Os dias se seguirão plenos. Às vezes, pode ser que reduzamos a marcha, que sejamos tentados a desanimar, a largar tudo. E queiramos voltar à vida de antes… Mas não! Coragem! Deus nos dá a graça. Recomecemos sempre. Perseverando, veremos lentamente o mundo mudar à nossa volta. Entenderemos que o Evangelho é portador da vida mais fascinante, acende a luz no mundo, dá sabor à nossa existência, tem em si o princípio da resolução de todos os problemas. E não teremos paz enquanto não comunicarmos a nossa extraordinária experiência a outros: aos amigos que nos podem entender, aos parentes, a quem quer que nos sintamos impelidos a transmiti-la. A esperança renascerá. “Tudo, portanto, quanto desejais que os outros vos façam, fazei-o, vós também, a eles. Isto é a Lei e os Profetas.” por stela * 10:38 PM
Quarta-feira, Julho 02, 2008
A Arte de Negociar! PAI - escolhi uma ótima moça para você casar. FILHO - Mas, pai, eu prefiro escolher a minha mulher. PAI - Meu filho, ela é filha do Bill Gates… FILHO - Bem, neste caso, eu aceito. Então, o pai negociador vai encontrar o Bill Gates. PAI - Bill, eu tenho o marido para a sua filha! BILL GATES - Mas a minha filha é muito jovem para casar! PAI - Mas este jovem é vice-presidente do Banco Mundial… BILL GATES - Neste caso, tudo bem. Finalmente, o pai negociador vai ao Presidente do Banco Mundial. PAI - Senhor Presidente, eu tenho um jovem recomendado para ser vice-presidente do Banco Mundial. PRES. BANCO MUNDIAL - Mas eu já tenho muitos vice-presidentes, mais do que o necessário. PAI - Mas, senhor, este jovem é genro do Bill Gates. PRES. BANCO MUNDIAL - Neste caso ele pode começar amanhã mesmo! Moral da história: Não existe negociação perdida. Tudo depende da estratégia. “Se um dia disserem que seu trabalho não é o de um profissional, lembre-se: A Arca de Noé foi construída por amadores; profissionais construíram o Titanic…" por stela * 10:38 PM
Quarta-feira, Junho 11, 2008
Juventude Eterna... Martha Medeiros Essa história que eu vou contar agora aconteceu com uma mulher inteligente que estava fazendo uma palestra. Diz ela: "Mês passado participei de um evento sobre o Dia da Mulher. Era um bate-papo com uma platéia composta de umas 250 mulheres de todas as raças, credos e idades. E por falar em idade, lá pelas tantas, fui questionada sobre a minha e, como não me envergonho dela, respondi. Foi um momento inesquecível... A platéia inteira fez um "oooohh" de descrédito. Aí fiquei pensando: "pô, estou neste auditório há quase uma hora exibindo minha inteligência, e a única coisa que provocou uma reação calorosa da mulherada foi o fato de eu não aparentar a idade que tenho? Onde é que nós estamos?" Onde não sei, mas estamos correndo atrás de algo caquético chamado "juventude eterna". Estão todos em busca da reversão do tempo. Acho ótimo, porque decrepitude também não é meu sonho de consumo, mas cirurgias estéticas não dão conta desse assunto sozinhas. Há um outro truque que faz com que continuemos a ser chamadas de senhoritas mesmo em idade avançada. A fonte da juventude chama-se mudança. De fato, quem é escravo da repetição está condenado a virar cadáver antes da hora. A única maneira de ser idoso sem envelhecer é não se opor a novos comportamentos, é ter disposição para guinadas. Eu pretendo morrer jovem aos 120 anos. Mudança, o que vem a ser tal coisa? Minha mãe recentemente mudou do apartamento enorme em que morou a vida toda para um bem menorzinho. Teve que vender e doar mais da metade dos móveis e tranqueiras, que havia guardado e, mesmo tendo feito isso com certa dor, ao conquistar uma vida mais compacta e simplificada, rejuvenesceu. Uma amiga casada há 38 anos cansou das galinhagens do marido e o mandou passear, sem temer ficar sozinha aos 65 anos. Rejuvenesceu. Uma outra cansou da pauleira urbana e trocou um baita emprego por um não tão bom, só que em Florianópolis, onde ela vai à praia sempre que tem sol. Rejuvenesceu. Toda mudança cobra um alto preço emocional. Antes de se tomar uma decisão difícil, e durante a tomada, chora-se muito, os questionamentos são inúmeros, a vida se desestabiliza. Mas então chega o depois, a coisa feita, e aí a recompensa fica escancarada na face. Mudanças fazem milagres por nossos olhos, e é no olhar que se percebe a tal juventude eterna. Um olhar opaco pode ser puxado e repuxado por um cirurgião a ponto de as rugas sumirem, só que continuará opaco porque não existe plástica que resgate seu brilho. Quem dá brilho ao olhar é a vida que a gente optou por levar. OLHE-SE NO ESPELHO.... por stela * 8:53 PM
Sábado, Junho 07, 2008
Fome de Dignidade... Paulo Nunes Junior De que me adianta meus olhos se fecharem à realidade sair pelos campos a ver somente flores. Sentir-me bem comigo mesmo, ter minha cama limpa, macia a espera de meu corpo, estar bem alimentado, às vezes até em demasia... De que me adianta fazer de conta que minhas crianças estão a sorrir, a brincar, viver livremente entre campos e plumas de beleza e encanto. De que me adianta, enfim...Sentar-me, aceitar a tudo que meus olhos teimam fazer de conta não existir, mas existe... Quanto poderia ser feito pelos templos que ostentam riquezas? Seria esta o tipo de demonstração de fé esperada por nosso Pai? Quanto compramos a mais, quanto desperdiço? Quantas vezes paramos e damos as costas aos problemas de outras nações, como se nunca fossem nos tocar? Crianças jogadas do alto do edifício pelo próprio pai... Outras, morrendo ao léu, por fome... A ave de rapina apenas a esperar o derradeiro instante Seria o derradeiro instante do amor...? Seria o derradeiro instante de cada um de nós? Ou, seria um chamado para a maior de todas as guerras? Lutar contra a fome, a fome de alimentos, a fome de justiça, a fome de dignidade, a fome de vergonha, a fome de lares destruídos, a fome da decência. Dar as costas, achar que nada poderá ser feito, seria cômodo... Entrelacemos as mãos! Cuidemos de nossos lares sem esquecer que tudo que jogamos fora, por excesso; poderá servir ao lar de nosso vizinho. Não importa se este vizinho é negro, branco, amarelo, homem, mulher, homossexual, nada importa... Importa somente. Que olhemos como nosso irmão, apenas isto! Respeitando a individualidade de cada um e, sem humilhação, ajudando, estendendo a mão, abrindo o coração, ofertando o pão... A humanidade, passa, talvez, pela fome moral... Devido a ganância dos grandes senhores, governantes escolhidos pelos votos, outros; impostos por minoria. Esta fome violenta que arranca do homem a dignidade do trabalho e com este labor o sustento de sua própria família... Ah! Esta dor que domina a minha alma a deparar-me com tal cena!... A lágrima que roça minha face? Profunda. Chegando as profundezas de minhas entranhas! Quando acho que já teria feito muito, Vejo que ainda existe muito a ser feito Quando penso em descansar, Vejo que tenho que levantar-me lutar pelos pequenos vigiados pelos urubus, Fazer minha parte...Lançar meu exemplo a meu próximo e esperar que cada qual faça o mesmo E, assim alcançarmos a vitória sobre a fome que coroe a dignidade da vida! Se me satisfaço com um pão...Mas tenho moedas para seis... Reservo agora, os outros cinco a meus irmãos... Afinal, para aonde um dia vou, me apresentar a meu Pai, nada levo... Sem ser minha história... por stela * 4:28 PM
Quarta-feira, Junho 04, 2008
A cada manhã ... Sônia Carvalho A cada manhã, eu decido recomeçar novamente, acreditando que posso reescrever a minha história. Deixo as tristezas de lado e me visto com a alegria de ainda possuir a oportunidade de mudar o rumo dos meus passos. Abandono as sombras que querem me envolver e me fortaleço na fé de que no momento oportuno o auxílio divino se fará presente. A cada manhã, eu analiso os meus erros e enganos e ao invés de me render ao remorso, começo a trilhar um novo caminho. Se alguém me contraria, não permito que a cólera se instale no meu ser. Se é a traição que me fere a alma, ao invés de me aliar ao ódio, entrego o meu ofensor aos cuidados do Mestre Jesus e também clamo por Sua luz a purificar o meu íntimo. Quando pedras vierem em minha direção, reforço a minha confiança com os desígnios do Pai e me fortaleço para continuar. Não permito que o desânimo cesse a minha vontade de viver, pelo contrário, me reanimo com os inúmeros gestos de carinho que encontro pelo caminho. A cada manhã, me comprometo com o amor e decido semeá-lo por onde passar, sem me importar com a indiferença e o egoísmo que por ventura encontrar. Ligo-me com o Alto e sinto toda a luz do Pai a me envolver e me proteger nessa jornada. Sigo confiante, porque sei que não importa o sofrimento que tiver que passar, o que importa é que não estou sozinho e passo a passo, progredirei espiritualmente. E a cada manhã, me fortaleço na fé e na perseverança, sabendo que chegarei ao Pai.... por stela * 9:17 PM
Segunda-feira, Maio 26, 2008
Relógio do coração ... Alexandre Pelegi Há tempos em nossa vida que contam de forma diferente. Há semanas que duraram anos, como há anos que não contaram um dia. Há paixões que foram eternas, como há amigos que passaram céleres, apesar do calendário nos mostrar que eles ficaram por anos em nossas agendas. Há amores não realizados que deixaram olhares de meses, e beijos não dados que até hoje esperam o desfecho. Há trabalhos que nos tomaram décadas de nosso tempo na Terra, mas que nossa memória insiste em contá-los como semanas. E há casamentos que, ao olhar para trás, mal preenchem os feriados da folhinha. Há tristezas que nos paralisaram por meses, mas que hoje, passados os dias difíceis, mal guardamos lembrança de horas. Há eventos que marcaram, e que duram para sempre o nascimento do filho, a morte do pai, a viagem inesquecível, um sonho realizado. Estes têm a duração que nos ensina o significado da palavra "eternidade". Já viajei para a mesma cidade uma centena de vezes, e na maioria das vezes o tempo transcorrido foi o mesmo. Mas conforme meu espírito, houve viagem que não teve fim até hoje, como há percurso que nem me lembro de ter feito, tão feliz eu estava na ocasião. O relógio do coração - hoje eu descubro - bate noutra freqüência daquele que carrego no pulso. Marca um tempo diferente, de emoções que perduram e que mostram o verdadeiro tempo da gente. Por este relógio, velhice é coisa de quem não conseguiu esticar o tempo que temos no mundo. É olhar as rugas e não perceber a maturidade. É pensar antes naquilo que não foi feito, ao invés de se alegrar e sorrir com as lembranças da vida. Pense nisso. por stela * 9:59 PM
Terça-feira, Maio 20, 2008
Modo de usar-se ... Martha Medeiros “Coitada, foi usada por aquele cafajeste.” Ouvi essa frase na beira da praia, num papo que rolava no guarda-sol ao lado. Pelo visto, a coitada em questão financiou algum malandro, ou serviu de degrau para um alpinista social, sei lá, só sei que ela havia sido usada no pior sentido, deu pra perceber pelo tom do comentário. Mas não fiquei com pena da coitada, seja ela quem for. Não costumo ir atrás desta história de “foi usada”. No que se refere a adultos, todo mundo sabe mais ou menos onde está se metendo, ninguém é totalmente inocente. Se nos usam, algum consentimento a gente deu, mesmo sem ter assinado procuração. E, se estamos assim tão desfrutáveis para o uso alheio, seguramente é porque estamos nos usando pouco. Se for este o caso, seguem sugestões para usar a si mesmo: comer, beber, dormir e transar, nossas quatro necessidades básicas, sempre com segurança, mas também sem esquecer que estamos aqui para nos divertir. Usar-se nada mais é do que reconhecer a si próprio como uma fonte de prazer. Dançar sem medo de pagar mico, dizer o que pensa mesmo que isso contrarie as verdades estabelecidas, rir sem inibição – dane-se se aparecer a gengiva. Mas cuide da sua gengiva, cuide dos dentes, não se negligencie. Use seu médico, seu dentista, sua saúde. Use-se para progredir na vida. Alguma coisa você já deve ter aprendido até aqui. Encoste-se na sua própria experiência e intuição, honre sua história de vida, seu currículo, e se ele não for tão atraente, incremente-o. Use sua voz: marque entrevistas. Use sua simpatia: convença os outros. Use seus neurônios: pra todo o resto. E este coração acomodado aí no peito? Use-o, ora bolas. Não fique protegendo-se de frustrações só porque seu grande amor da adolescência não deu certo. Ou porque seu casamento até-que-a-morte-os-separe durou “apenas” 13 anos. Não enviúve de si mesmo, ninguém morreu. Use-se para conseguir uma passagem para a Patagônia, use-se para fazer amigos, use-se para evoluir. Use seus olhos para ler, chorar, reter cenas vistas e vividas – a memória e a emoção vêm muito do olho. Use os ouvidos para escutar boa música, estímulos e o silêncio mais completo. Use as pernas para pedalar, escalar, levantar da cama, ir aonde quiser. Seus dedos para pedir carona, escrever poemas, apontar distâncias. Sua boca pra sorrir, sua barriga para gerar filhos, seus seios para amamentar, seus braços para trabalhar, sua alma para preencher-se, seu cérebro para não morrer em vida. Use-se. Se você não fizer, algum engraçadinho o fará. E você virará assunto de beira de praia. por stela * 8:25 AM
Domingo, Maio 11, 2008
O que posso.. e o que não posso ... Silvia Schmidt Eu lhe dei a vida , mas não posso vivê-la por você. Eu posso mostrar-lhe caminhos , mas não posso estar neles para liderar você. Eu posso levá-lo à igreja, mas não posso fazer com que tenha fé. Eu posso mostrar-lhe a diferença entre o certo e o errado, mas não posso sempre decidir por você. Eu posso lhe comprar roupas bonitas, mas não posso faze-lo bonito por dentro. Eu posso lhe dar conselho, mas não posso segui-lo por você. Eu posso lhe dar amor, mas não posso impô-lo a você. Eu posso ensiná-lo a compartilhar, mas não posso faze-lo generoso. Eu posso ensinar-lhe o respeito, mas não posso forçá-lo a ser respeitoso. Eu posso aconselhá-lo sobre amigos, mas não posso escolhe-los por você . Eu posso alertá-lo sobre sexo seguro, mas não posso mantê-lo puro. Eu posso informá-lo sobre álcool e drogas, mas não posso dizer "NÃO" por você. Eu posso falar-lhe sobre o sucesso, mas não posso alcançá-lo por você. Eu posso ensiná-lo sobre a gentileza, mas não posso forçá-lo a ser gentil. Eu posso orar por você, mas não posso impor-lhe Deus . Eu posso falar-lhe da vida, mas não posso dar-lhe vida eterna. Eu posso dar-lhe amor incondicional por toda a minha existência... e isso eu farei. por stela * 9:03 PM
Quarta-feira, Maio 07, 2008
Vida... Nascer e Morrer... OlhosDe£in¢e
Vida... caminho a ser descoberto com passos a tatear o solo do aprendizado no encontro de pedras; barreiras a serem derrubadas lapidando a alma e o coração nos sentimentos explorados dentro da tristeza e da alegria. Dia... cortina que se abre desvendando o sol com a energia necessária e as cores da aquarela da vida pintada com as nuances do momento vivido. Noite... escuridão que pode ser negra ou iluminada, negra para o que carrega na alma, iluminada para o que avista o tapete de cintilantes estrelas. Vida... túnel desconhecido com pontos luminosos que se apagam com a maldade ou resplandecem com a beleza do bem! Vida... grande loja de departamentos de egoísmo, inveja, hipocrisia, luxúria, soberba e tantas outras maldades. Débitos destinados a ser pagos em outra dimensão. Vida... grande loja de seções que abrigam a sinceridade, a integridade, a ternura, a honestidade, a bondade, a justiça, a lealdade e o amor. Crédito certo para a chegada a outra vida. Vida... existência de aprendizado em que se diferencia o bem do mal. Vida... oportunidade de construir uma história semeada pelo amor para morrer na paz da alma, deixando aos outros a serena saudade de sua passagem... Vida... ela é o seu maior presente! por stela * 8:27 AM
Sábado, Abril 26, 2008
A Dor do Abandono... ... Equipe de Redação do Momento Espírita.
Era uma manhã de sol quente e céu azul quando o humilde caixão contendo um corpo sem vida foi baixado à sepultura. De quem se trata? Quase ninguém sabe. Muita gente acompanhando o féretro? Não. Apenas umas poucas pessoas. Ninguém chora. Ninguém sentirá a falta dela. Ninguém para dizer adeus ou até breve. Logo depois que o corpo desocupou o quarto singelo do asilo, onde aquela mulher havia passado boa parte da sua vida, a moça responsável pela limpeza encontrou em uma gaveta ao lado da cama, algumas anotações. Eram anotações sobre a dor... Sobre a dor que alguém sentiu por ter sido abandonada pela família num lar para idosos... Talvez o sofrimento fosse muito maior, mas as palavras só permitem extravasar uma parte desse sentimento, grafado em algumas frases: Onde andarão meus filhos? Aquelas crianças ridentes que embalei em meu colo, alimentei com meu leite, cuidei com tanto desvelo, onde estarão? Estarão tão ocupadas, talvez, que não possam me visitar, ao menos para dizer olá, mamãe? Ah! Se eles soubessem como é triste sentir a dor do abandono... A mais deprimente solidão... Se ao menos eu pudesse andar... Mas dependo das mãos generosas dessas moças que me levam todos os dias para tomar sol no jardim... Jardim que já conheço como a palma da minha mão. Os anos passam e meus filhos não entram por aquela porta, de braços abertos, para me envolver com carinho... Os dias passam... e com eles a esperança se vai... No começo, a esperança me alimentava, ou eu a alimentava, não sei... Mas, agora... como esquecer que fui esquecida? Como engolir esse nó que teima em ficar em minha garganta, dia após dia? Todas as lágrimas que chorei não foram suficientes para desfaze-lo. Sinto que o crepúsculo desta existência se aproxima... Queria saber dos meus filhos... dos meus netos... Será que ao menos se lembram de mim? A esperança, agora, parece estar atrelada aos minutos... que a arrastam sem misericórdia... para longe de mim. Às vezes, em meus sonhos, vejo um lindo jardim... É um jardim diferente, que transcende os muros deste albergue e se abre em caminhos floridos que levam a outra realidade, onde braços afetuosos me esperam com amor e alegria... Mas, quando eu acordo, é a minha realidade que eu vejo... que eu vivo... que eu sinto... Um dia alguém me disse que a vida não se acaba num túmulo escuro e silencioso. E esse alguém voltou para provar isso, mesmo depois de ter sido crucificado e sepultado... E essa é a única esperança que me resta... Sinto que a minha hora está chegando... Depois que eu partir, gostaria que alguém encontrasse essas minhas anotações e as divulgasse. E que elas pudessem tocar os corações dos filhos que internam seus pais em asilos, e jamais os visitam... Que eles possam saber um pouco sobre a dor de alguém que sente o que é ser abandonado... ......................................... A data assinalada ao final da última anotação, foi a data em que aquela mãe, esquecida e só, partiu para outra realidade. Talvez tenha seguido para aquele jardim dos seus sonhos, onde jovens afetuosos e gentis a conduzem pelos caminhos floridos, como filhos dedicados, diferentes daqueles que um dia ela embalou nos braços, enquanto estava na terra. por stela * 11:56 PM
Quinta-feira, Abril 10, 2008
Mães Morrem Quando Querem... ... Alexandre Pelegi Eu tinha 7 anos quando matei minha mãe pela primeira vez. Eu não a queria junto a mim quando chegasse à escola em meu 1º dia de aula. Eu me achava forte o suficiente para enfrentar os desafios que a nova vida iria me trazer. Poucas semanas depois descobri aliviado que ela ainda estava lá, pronta para me defender não somente daqueles garotos brutamontes que me ameaçavam, como das dificuldades intransponíveis da tabuada. Quando fiz 14 anos eu a matei novamente. Não a queria me impondo regras ou limites, nem que me impedisse de viver a plenitude dos vôos juvenis. Mas logo no primeiro porre eu felizmente a descobri rediviva - foi quando ela não só me curou da ressaca, como impediu que eu levasse uma vergonhosa surra de meu pai. Aos 18 anos achei que mataria minha mãe definitivamente, sem chances para ressurreição. Entrara na faculdade,iria morar em república, faria política estudantil, atividades em que a presença materna não cabia em nenhuma hipótese. Ledo engano: quando me descobri confuso sobre qual rumo seguir voltei à casa materna, único espaço possível de guarida e compreensão. Aos 23 anos me dei conta de que a morte materna era possível, apenas requeria lentidão... Foi quando me casei, finquei bandeira de independência e segui viagem. Mas bastou nascer a primeira filha para descobrir que o bicho 'mãe' se transformara num espécime ainda mais vigoroso chamado 'avó'. Para quem ainda não viveu a experiência, avó é mãe em dose dupla... Apesar de tudo continuei acreditando na tese da morte lenta e demorada, e aos poucos fui me sentindo mais distante e autônomo, mesmo que a intervalos regulares ela reaparecesse em minha vida desempenhando papéis importantes e únicos, papéis que somente ela poderia protagonizar... Mas o final dessa história, ao contrário do que eu sempre imaginei, foi ela quem definiu: quando menos esperava, ela decidiu morrer. Assim, sem mais, nem menos, sem pedir licença ou permissão, sem data marcada ou ocasião para despedida. Ela simplesmente se foi, deixando a lição que mães são para sempre. Ao contrário do que sempre imaginei, são elas que decidem o quanto esta eternidade pode durar em vida, e o quanto fica relegado para o etéreo terreno da saudade... por stela * 9:35 PM
Terça-feira, Abril 01, 2008
Saudades ... Rosa Pena Ando com saudades de café com pão. De namorados dando beijinhos no portão. De pedir bênção a pai e mãe (Deus te abençoe). Do sinal-da-cruz que fazia quando passava na frente da igreja. De ver um varal cheio de roupa com cheiro apenas de sabão. De ver alguém sorrindo enquanto lava a louça com bucha vegetal. De sentir respeito pela polícia. De cantar o Hino Nacional com mão no peito e lágrimas nos olhos. De acreditar que o Brasil ganhou a Copa do Mundo porque jogou direito. De saber que o Zezinho, filho do porteiro, não vai morrer de dengue. E que Maria feirante poderá ter um filho médico. Saudades de homens que usavam apenas o assobio como galanteio. Fiu-fiu! Morro de saudades do tempo em que um Presidente de uma nação era o mais respeitado cidadão do país. Que cadeia era lugar só de ladrão. Acho que andaram invertendo a situação. Ando com saudades de galinha de galinheiro. De macarrão feito em casa com tempero sem agrotóxico. De só poder tomar guaraná em dia de festa. De homens de gravatas. De novela do rádio e com final feliz. De pipoca doce de pipoqueiro. De dar bom-dia à vizinha. De ouvir alguém dizer obrigado ao motorista e ele frear devagarinho, preocupado com o passageiro. Saudades de gritar que a porta está aberta para os que chegam. Um saco destrancar tanto papaiz. Saudades do tempo em que educação não era confundida com autenticidade. Hoje, se fala o que quer em nome de uma "tal" verdade e pedir perdão virou raridade. Ando com saudades de ver no céu pipas não atingidas pelo efeito estufa. Saudades das chuvas sem acidez, que não causavam aridez. Saudades de poder viajar sem medo de homem-bomba, de ser recebida com pompa em outra nação. Atualmente, reina a desconfiança no coração. Sinto muitas saudades do rubor das faces de minha mãe quando se falava de sexo totalmente sem nexo. Hoje, ele é tão banal que até eu banalizei. Acho que a maior saudade que tenho é a saudade de tudo que acreditei. Para meus filhos não poderei deixar sequer a esperança. Hoje, já não se nasce criança. por stela * 8:33 PM
Segunda-feira, Março 24, 2008
A Arte de Não Adoecer... Dr. Dráuzio Varela Se não quiser adoecer - "Fale de seus sentimentos" Emoções e sentimentos que são escondidos, reprimidos, acabam em doenças como: gastrite, úlcera, dores lombares, dor na coluna.. Com o tempo a repressão dos sentimentos degenera até em câncer. Então vamos desabafar, confidenciar, partilhar nossa intimidade, nossos segredos, nossos pecados. O diálogo, a fala, a palavra, é um poderoso remédio e excelente terapia.. Se não quiser adoecer - "Tome decisão" A pessoa indecisa permanece na dúvida, na ansiedade, na angústia. A indecisão acumula problemas, preocupações, agressões. A história humana é feita de decisões. Para decidir é preciso saber renunciar, saber perder vantagem e valores para ganhar outros. As pessoas indecisas são vítimas de doenças nervosas, gástricas e problemas de pele. Se não quiser adoecer - "Busque soluções" Pessoas negativas não enxergam soluções e aumentam os problemas. Preferem a lamentação, a murmuração, o pessimismo. Melhor é acender o fósforo que lamentar a escuridão. Pequena é a abelha, mas produz o que de mais doce existe. Somos o que pensamos. O pensamento negativo gera energia negativa que se transforma em doença. Se não quiser adoecer - "Não viva de aparências" Quem esconde a realidade finge, faz pose, quer sempre dar a impressão que está bem, quer mostrar-se perfeito, bonzinho etc., está acumulando toneladas de peso... uma estátua de bronze, mas com pés de barro. Nada pior para a saúde que viver de aparências e fachadas. São pessoas com muito verniz e pouca raiz. Seu destino é a farmácia, o hospital, a dor. Se não quiser adoecer - "Aceite-se" A rejeição de si próprio, a ausência de auto-estima, faz com que sejamos algozes de nós mesmos. Ser eu mesmo é o núcleo de uma vida saudável. Os que não se aceitam são invejosos, ciumentos, imitadores, competitivos, destruidores. Aceitar-se, aceitar ser aceito, aceitar as críticas, é sabedoria, bom senso e terapia. Se não quiser adoecer - "Confie" Quem não confia, não se comunica, não se abre, não se relaciona, não cria liames profundos, não sabe fazer amizades verdadeiras. Sem confiança, não há relacionamento. A desconfiança é falta de fé em si, nos outros e em Deus. Se não quiser adoecer - "Não viva SEMPRE triste!" O bom humor, a risada, o lazer, a alegria, recuperam a saúde e trazem vida longa. A pessoa alegre tem o dom de alegrar o ambiente em que vive. "O bom humor nos salva das mãos do doutor". Alegria é saúde e terapia. por stela * 8:49 PM
Quarta-feira, Março 19, 2008
Sonata ao Luar... Baseada em história de Enrique Baldovino Quem de nós não teve um momento de extrema dor? Quem nunca sentiu, em algum momento da vida, vontade de desistir? Quem ainda não se sentiu só, extremamente só, e teve a sensação de ter perdido o endereço da esperança? Nem mesmo as pessoas famosas, ricas, importantes, estão isentas de terem seus momentos de solidão e de profunda amargura... Foi o que ocorreu com um dos mais reconhecidos compositores de todos os tempos, chamado Ludwig Van Beethoven, que nasceu no ano de 1770, em Bonn, na Alemanha, e faleceu em 1827, em Viena, na Áustria... Beethoven vivia um desses dias tristes, sem brilho e sem luz. Estava muito abatido pelo falecimento de um príncipe da Alemanha, que era como um pai para ele... O jovem compositor sofria de grande carência afetiva. O pai era um alcoólatra contumaz e o agredia fisicamente. Faleceu na rua, por causa do alcoolismo...Sua mãe morreu muito jovem. Seu irmão biológico nunca o ajudou em nada, e, some-se a tudo isto, o fato de sua doença agravar-se. Sintomas de surdez, começavam a perturbá-lo, ao ponto de deixá-lo nervoso e irritado... Beethoven somente podia escutar usando uma espécie de trombone acústico no ouvido. Ele carregava sempre consigo uma tábua ou um caderno, para que as pessoas escrevessem suas idéias e pudessem se comunicar, mas elas não tinham paciência para isto,e nem ele para ler seus lábios... Notando que ninguém o entendia, nem o queriam ajudar, Bethoven se retraiu e se isolou. Por isso conquistou a fama de misantropo. Foi por todas essas razões, que o compositor caiu em profunda depressão. Chegou a redigir um testamento, dizendo que iria se suicidar... Mas como nenhum filho de Deus está esquecido, vem a ajuda espiritual, através de uma moça cega, que morava na mesma pensão pobre, para onde Beethoven havia se mudado e lhe fala quase gritando: “Eu daria tudo para enxergar uma Noite de Luar” Ao ouvi-la, Beethoven se emociona até as lágrimas. Afinal, ele podia ver! Ele podia escrever sua arte nas pautas... A vontade de viver volta-lhe renovada e ele compõe uma das músicas mais belas da humanidade: “Sonata ao Luar” No seu tema, a melodia imita os passos vagarosos de algumas pessoas, possivelmente, os dele e os dos outros, que levavam o caixão mortuário do príncipe, seu protetor... Olhando para o céu prateado de luar, e lembrando da moça cega, como a perguntar o porquê da morte daquele mecenas tão querido, ele se deixa mergulhar num momento de profunda meditação transcendental... Alguns estudiosos de música dizem que as três notas que se repetem, insistentemente, no tema principal do 1º movimento da Sonata, são as três letras da palavra “why”? ou outra palavra sinônima, em alemão... Anos depois de ter superado o sofrimento, viria o incomparável Hino à Alegria, da 9ª sinfonia, que coroa a missão desse notável compositor, já totalmente surdo. Hino à Alegria expressa a sua gratidão à vida e a Deus, por não haver se suicidado... Tudo graças àquela moça cega, que lhe inspirou o desejo de traduzir, em notas musicais, uma noite de luar... Usando sua sensibilidade, Beethoven retratou, através da melodia, a beleza de uma noite banhada pelas claridades da lua, para alguém que não podia ver com os olhos físicos. por stela * 8:19 AM
Segunda-feira, Março 03, 2008
Aceitar as pessoas ... Amilcar Del Chiaro Filho publicado no livro "A Minha Paz Vos Dou..."
Ouvi dois amigos conversando e um deles se queixava da incompreensão das pessoas, das agressões verbais, dos desentendimentos. Isto o revoltava e ele dizia invejar a serenidade e o equilíbrio do interlocutor. - Qual é o segredo? perguntou. - Não existe segredo, mas somente paixão pela vida e esforços contínuos para aprender, respondeu o outro. - Aprender o que? - A aceitar as pessoas, mesmo que ela nos desapontem, quando não aceitam os ideais que escolhemos. Quando nos agridem e nos ferem com palavras e atitudes impensadas. - Mas é muito difícil aceitar pessoas assim. - É verdade. É difícil aceitá-las como elas são e não como gostaríamos que elas fossem. Mas qual é o nosso direito de mudá-las? - E como você consegue? - Estou aprendendo a amar. Estou aprendendo a escutar, mas não apenas com os ouvidos, também com os olhos, com o coração, com a alma, com todos os sentidos. Muitas vezes as pessoas não falam com palavras, mas com a postura. Fique atento para os que falam com os ombros caídos, os olhos e as mãos irrequietas. Assim como você pode ler as entrelinhas de um texto, pode ouvir coisas entre as frases de uma conversa corriqueira, banal, que somente o coração pode ouvir. Não raro, há angústia e desespero disfarçados, insegurança escondida em palavras ásperas, solidão fantasiada na tagarelice. Aos poucos estou ap |